segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Entrevista com CAMILO AGGIO

Entrevista Camilo Aggio  
Portal R7  - Por Juraci Santana

Com a vitória de Barack Obama ao cargo de presidência dos Estados Unidos, ficou perceptível ao mundo inteiro o grande poder que a internet possui de mobilizar as pessoas a chegarem a um denominador comum, principalmente em um assunto que causa tantas controvérsias, que é a eleição a um cargo político.


















Nesse ano de 2010, com o Brasil em ritmo de eleições e seguindo o sucesso alcançado por Obama, os candidatos aos cargos políticos vêm usando demasiadamente o que os especialistas chamam de redes sociais online, dentre as quais estão o Facebook, My Space, Twitter, onde eles promovem os seus projetos e políticas públicas, o que de certa forma promovem certa proximidade com os seus eleitores.
Com vista nesse fenômeno e percebendo a precariedade nas bibliografias sobre esse assunto no Brasil, Camilo Aggio, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Universidade Federal da Bahia (Ufba) é, hoje, um especialista em campanhas online  também pela UFBA. 

Leia abaixo os trechos da entrevista concedida aos alunos do curso de Comunicação Social, do 2° semestre, da Universidade do Sudoeste da Bahia - UESB

Luis Pedro- Quais as vantagens e as desvantagens do uso das novas tecnologias da comunicação na campanha eleitoral de 2010?
Camilo Aggio- Bom, eu não consigo enxergar exatamente desvantagens das campanhas online (utilização da internet por partidos e candidatos nas campanhas eleitorais) para sociedade civil, para o cidadão, na medida em que grande parte da utilização que se tem feito de recursos da internet por partidos e candidatos acaba por se promover um maior fluxo de informacional político relevante (projetos, posicionamentos).Não obstante disso também proporciona que os candidatos estejam mais responsáveis, transparentes, e assim estejam mais submetidos  ao crítico ou à critica do eleitor.Por exemplo , em 2008 não possuímos uma legislação virtual que impunha um anacronismo muito grande nas campanhas online do Brasil.Então, até 2008, os candidatos e partidos  só poderiam usar os websites; era vetada a utilização de qualquer outro recurso como por exemplo as redes sociais online como o Facebook, Orkut, Twitter e o MY Space, etc. Então isso impunha aos candidatos uma restrição muito grande no alcance dos eleitores com os quais eles gostariam de se comunicar. Se hoje estamos na internet estamos basicamente nas redes sociais online. Nós somos o país que mais utiliza esse tipo de coisa. Então alguns candidatos têm a possibilidade de chegarem próximos de nós. Nós temos a possibilidade de aceitar e acompanhar esses sujeitos cotidianamente. Enfim, para a sociedade civil vejo pouca desvantagem. Para as campanhas existem algumas desvantagens, em termos estratégicos de propagandas, pois quanto mais transparentes, mais suscetíveis a constrangimentos, a respostas. Então você tem uma situação de muito mais constrangimentos e a possibilidade de eles terem de se posicionar muito mais que seria se eles não tivessem acesso a esses novos meios comunicacionais.

Juraci (portal R7)- Assim como o nosso veículo de informação, o uso das tecnologias também ajuda a política a propagar informações. Apesar disso, o senhor considera que, como a maioria dos que acessam os portais online são jovens, esse público, para a política, segue essa mesma tendência, ou já é algo mais abrangente?
Camilo Aggio- Creio que seja mais abrangente. Não acredito que seja apenas jovem. Não teria uma análise quantitativa para oferecer. As pessoas que acompanham o Twitter e que desenvolvem uma conversação em torno dos temas políticos eleitorais não são apenas jovens. Essas informações se dão de uma maneira muito complexa e espalhada, e não respeita exatamente uma faixa etária restrita.

Murilo (Caros Amigos)- Os partidos políticos tem feito largo uso dessas novas tecnologias em favor das suas campanhas. Desses meios, quais seriam os mais eficazes para alcançar o público e qual vem sido a resposta do público perante as campanhas online?
Camilo Aggio- Por um longo período de tempo nós só tínhamos apenas os WEBSites, como eu tinha dito anteriormente, então nós tínhamos um grande problema, nós tínhamos que usar outros mecanismos e não apenas a internet para atrair a atenção dos eleitores.Eles teriam que entrar no GOOGLE e digitar o nome do candidato e ainda assim rezar para que nas primeiras ocorrências aparecessem seu WebSites oficial. Nós estamos entrando em uma fase aonde nós não vamos mais atrás da informação, nós nos deparamos com ela. Então sem dúvida, o meio mais eficaz para atingir o público são as redes sociais, onde se tem a possibilidade de compartilhar e de propagar de uma maneira impressionante qualquer tipo de informação política e de natureza diversa e inclusive aquelas satíricas, divertidas, cômicas. Por exemplo, eu falava de constrangimentos e de situações não planejadas e o modo como as campanhas teriam que lidar com isso. Se por um lado é muito bom, porque você se aproxima do seu público, tem a possibilidade de estabelecer uma comunicação direta. Por outro lado, você também está sujeito a constrangimentos, por exemplo, um militante ou algum eleitor simplesmente circunstancialmente engajado na campanha do José Serra, criou um headtags “Pergunte ao Serra”, que é uma proposta totalmente legítima. No entanto subestimaram o caráter, a sociabilidade extrovertida do Twitter. As pessoas fazem piadas, brincam. Então o que era para ser um ‘pergunte ao Serra’ para esclarecer dúvidas e solicitar ao Serra esclarecimentos os seus projetos de políticas públicas ou posicionamentos acabou virando uma grande piada. O “Pergunte ao Serra’’ começou a ser disseminado para a utilização de perguntas bobas para ele, como por exemplo: “Serra, par ou ímpar?”, “Serra, quanto você cobra para assombrar uma casa de 6 cômodos?”. Então, as redes sociais é o modo mais eficaz, é que nós estamos chamando de WEB 2.0 , cujo pressuposto é você criar primeiro esse laços que chamamos de redes sociais online , mas também a produção e compartilhamento de conteúdos de um modo dinâmico e efetivo que ninguém controla.


Thais ( Jornal a semana) - A internet é um veiculo cada vez mais utilizado nas campanhas políticas. Qual sua opinião sobre a utilização do Youtube nas campanhas?
Camilo Aggio - Fundamental. Primeiro porque se tem um grande problema, os candidatos não podem produzir demais, porque custa caro e a exemplo de um web site, você teria que atrair o espectador a procurar assistir aquele vídeo, então tem que haver uma predisposição daquela pessoa em querer saber de determinado candidato. Com o youtube isso é muito mais eficaz, porque basta você ter um blog e deixar o link lá para as pessoas poderem conhecer. E não apenas isso, com o barateamento de publicação com essa efetividade, no que diz respeito à quantidade de pessoas que podem assistir a esse vídeo, eles podem traçar de políticas publicas de seus posicionamentos, podem fazer sobre aliados políticos ou determinados grupos como os ambientalistas. Portanto existe uma grande diversidade no que diz respeito ao que você pode produzir a partir do formato áudio visual. Não obstante a forma como os partidos utilizam isso, há a possibilidade de se produzir, sobre determinados assuntos ligados as campanhas, e existe também essa versão extrovertida que poder pegar o que o candidato diz, e colocar em outro contexto.


Katarina -Como é feito o uso de torpedos para promover a figura de um candidato?
Camilo Aggio - Existe ainda pouco registro da utilização desses SMS. Como esse tipo de coisa foi utilizada na campanha do Obama, que é o grande ícone nessa historia? Primeiro eles faziam um evento eleitoral, um comício ou uma reunião de militantes. Os eleitores iam para ouvir o que o candidato tinha a dizer e recebiam um papel com dois números de telefone para os quais eles deveriam enviar uma determinada mensagem. Eles tinham um banco de dados, com números de pessoas que estavam indecisas quanto ao voto, e pediam a essas pessoas que se identificavam com o Obama, para enviar a mensagem para pessoas conhecidas da pessoa.
No Brasil o que acontece é que os partidos acabam mandando e se identificando até. E o nível de rejeição é enorme. Não vejo ainda uma utilização eficaz disso, nem do ponto de vista político nem democrático.

Jobeslane (Jornal à tarde)-Segundo a tendência das eleições de 2008 para presidente nos Estados Unidos, a justiça eleitoral brasileira, permitiu a propaganda política na internet. O que realmente é permitido?
Camilo Aggio -  Tudo é permitido na internet. Há apenas uma pequena restrição que diz respeito a web site que você tem que registrar no TSE, e 48 horas antes das eleições ele deve sair do ar, mas as demais redes sociais, não tem nenhum tipo de legislação, onde tudo é liberado, a não ser é claro, da questão do anonimato, da calúnia. Do candidato se sentir ofendido e assim, ter direito de resposta. A internet é vista como uma espécie de praça publica, onde os sujeitos falam o que acham que devem falar, respeitando a liberdade do outro. Apoiando quem eles quiserem apoiar. Parece-me que eles não podem pedir voto, mas na internet a liberdade é mais absoluta.

Genisvaldo (Jornal Nacional)- Quais os cuidados que se deve ter ao usar essas novas tecnologias da comunicação para divulgar suas propostas?
Camilo Aggio - A internet possibilita que os partidos e os candidatos tenham controle absoluto do tempo e do espaço que utilizam. Então se no horário político se tem um tempo restrito, no caso de Marina, que é de um minuto e pouco, isso é um tempo irrisório para você tratar de propostas, ou de pelo menos você apresentar argumentos razoáveis que sustentem suas propostas. Ela tem um espaço total e absoluto dentro do seu web site, dedicado a oferecer informações. E poderia até, colocar vídeo no youtube para pode complementar aquilo que foi dito no Horário gratuito. Uma estratégia boa para a candidata Marina seria ela ter usado 10 segundos do seu tempo na televisão e chamar o telespectador para acompanhar a continuação daquele vídeo no youtube. Devem tomar todos os cuidados possíveis, com certeza devem ter assessor que o orienta para não cometer nenhuma arbitrariedade.



E a CARICATURA?

Caricatura é um desenho de um personagem da vida real, tal como políticos e artistas. Porém, a caricatura enfatiza e exagera as características da pessoa de uma forma humorística, assim como em algumas circunstâncias acentua gestos, vícios e hábitos particulares em cada indivíduo.


                                   http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=8206


                                                           EXEMPLO DE CARICATURA: 




                                          


                                          http://kisacana.blogspot.com/2009/07/caricatura-roberto-carlos.html

O que é CHARGE?

Charge é um estilo de ilustração que tem por finalidade satirizar, por meio de uma caricatura, algum acontecimento atual com uma ou mais personagens envolvidas.Mais do que um simples desenho, a charge é uma crítica político-social onde o artista expressa graficamente sua visão sobre determinadas situações cotidianas através do humor e da sátira. Para entender uma charge, não é preciso ser necessariamente uma pessoa culta, basta estar por dentro do que acontece ao seu redor. 




                 Fonte: http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20090825095141AAqGx72
                                                    
                                                             EXEMPLO DE CHARGE: 


Exemplo de CRÔNICA II

Tempero doce

Ele precisava mais do que um  buquê de flores para conquistá-la, João precisava impressionar. Ouviu conselhos de amigos, mas todos eram velhos e, às vezes, inúteis. Ele estava, de fato, apaixonado.
Uma semana antes do acontecimento, João encontrava-se a um ataque de nervos, pois, pelo que contavam algumas pessoas próximas a ela, Monique não era fácil. Ele acabara de sair do trabalho, quando sua cabeça deu um “click”; estava ele em frente a um restaurante francês. Pronto, já sabia como “ganhar” a moça.
Ela, uma empresária de sucesso, se atendia de objetividade, e João sabia disso. Talvez tenha sido esse o motivo de tão rápida iniciativa.
-Monique, tudo bem? – Disse ele, aflito.
- Tudo, sim... e com você? – Respondeu ela num tom nada entusiasmador.
- Queria te convidar pra jantar comigo... Sim, pois faz tanto tempo que nos conhecemos, ou melhor, não nos conhecemos... – Disse João.
- É um encontro? –  Monique, em tom intimidador.
- Desculpe, se não quiser, tud... – João, sendo interrompido por Monique.
- Aceito, sim! - objetiva como sempre, Monique respondeu.
Mal podia acreditar. Monique, aquela deusa, havia aceitado o convite. João tratou de tudo, ligou pra Monique pra confirmar o dia e local – em sua casa, e também do mais importante, o prato. Nessas horas, nada melhor que a internet pra salvar o cidadão. Ecláir de laranja. Sim, esse seria ideal – pelo menos para ele, acompanhado por um bom vinho.
No tão aguardado dia, João havia preparado tudo e estava disposto a começar com Monique uma vida nova, sem toda aquela euforia e promiscuidade de antes. A campainha soou e João rapidamente atendeu. Monique, linda como sempre, alagou os olhos de João com beleza e luxúria. Não, não com ela. Ele fora um cavalheiro, ela uma legítima dama. O bom vinho deu um toque especial à noite. Jantaram, conversaram e o inevitável aconteceu; sim, eles dormiram juntos.
Logo pela manhã, João acordou um pouco aturdido, sem encontrar acarinho e um corpo ao seu lado. Abriu os olhos, com dificuldade, e encontrou um bilhete ao lado da cama: “A noite foi ótima, mas acho melhor não nos precipitarmos. Seria interessante conhecermos outras pessoas, ver o que é melhor pra gente. Me desculpe, por favor! Beijos, Monique”.
Talvez o tempero não tenha lhe agradado. 

Juraci Santana

E a CRÔNICA?!

Crônica é uma narração, segundo a ordem temporal. O termo é atribuído, por exemplo, aos noticiários dos jornais, comentários literários ou cientificos, que preenchem periodicamente as páginas de um jornal. 

Crônica é o único gênero literário produzido essencialmente para ser veiculado na imprensa, seja nas páginas de uma revista, seja nas de um jornal. Quer dizer, ela é feita com uma finalidade utilitária e pré-determinada: agradar aos leitores dentro de um espaço sempre igual e com a mesma localização, criando-se assim, no transcurso dos dias ou das semanas, uma familiaridade entre o escritor e aqueles que o lêem.

Exemplo de EDITORIAL

A conexão necessária



O Brasil está diante de dar um salto qualitativo no seu sistema de Educação Superior, com o anteprojeto de reforma que deve ser submetido pelo governo ao Congresso Nacional ainda neste semestre.
O Ministério da Educação adotou a louvável decisão de discutir o anteprojeto com a sociedade, com o objetivo de aprimorá-lo. A CNI foi uma das primeiras instituições a se engajar nesse diálogo. Em novembro deu a público o documentoContribuição da Indústria para a Reforma da Educação Superior. Entre o final de fevereiro e o começo de março, promoveu dois fóruns inter-regionais de debates sobre o tema, em São Paulo e no Recife.
O anteprojeto traz avanços, como o foco na regionalização, com vistas a diminuir os desequilíbrios regionais na oferta da educação superior. Em outros pontos, porém, contraria dispositivos constitucionais, ao propor práticas de controle e gestão incompatíveis com a livre iniciativa, e um estreitamento do conceito de autonomia universitária. Não define diretrizes gerais, mas desce a níveis de regulamentação infralegal, como no caso do Plano de Desenvolvimento Institucional.
Além dessas e de outras distorções, peca por não tratar de temas fundamentais, destacados no documento Contribuição da Indústria para a Reforma da Educação Superior, como o desequilíbrio a favor das ciências sociais na oferta de vagas, em prejuízo das ciências exatas, engenharia e tecnologia; a ampliação do uso da Educação Superior a Distância; e o reconhecimento dos mestrados profissionais - uma demanda da sociedade e, em particular, do setor produtivo.
Mas há outro fato grave - o anteprojeto não faz nenhuma menção à pesquisa tecnológica, que materializa a interação entre a universidade e a indústria. É a tecnologia industrial, mensurada em patentes, que faz a utilização do conhecimento gerar inovação e tornar a economia mais competitiva.
Dentro das boas universidades estão disponíveis laboratórios de alto padrão, e os trabalhos científicos, para serem considerados completos, Têm de ter comprovação prática. É necessário, portanto, ampliar o número de doutores e mestres em atividade nas empresas e orientar a produção e orientar a produção da universidade para dar suporte tecnológico. No sentido inverso, é preciso criar canais institucionais para permitir que as demandas do setor empresarial cheguem às universidades.
A integração desses dois universos, porém, não pode se dar apenas sob o ponto de vista utilitário e funcional. Deve passar também por uma visão de sociedade, de políticas públicas. A falta de uma conexão clara com a Política Industrial, de Desenvolvimento Tecnológico e de Comércio Exterior, e dispositivos como a Lei de Inovação e a Lei de Biossegurança comprometem o sucesso da Reforma da Educação Superior.
Sem correlação com as ações voltadas à inovação e ao desenvolvimento do País, o anteprojeto de lei é inócuo. Por isso a interação entre a universidade e o setor produtivo será tão mais fácil quanto mais competente for o governo no estabelecimento de políticas de longo prazo, liderança e visão estratégica.


Nota do Managing Editor: Editorial de autoria de Armando Monteiro Neto foi veiculado pela revista Indústria Brasileira, publicação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ano 5, número 49, 2005.

O que é EDITORIAL?

São textos de revistas ou jornais que expressam o posicionamento da empresa sobre algum assunto sem se preocupar com a imparcialidade. Não só os editoriais exprimem a opinião do veículo, mas a organização das notícias, as manchetes, as intenções que deixa transparecer ao longo do material jornalístico.

GÊNERO OPINATIVO

O Gênero Opinativo se divide em:
- Charge
- Editorial
- Carta do Leitor
- Crônica
- Comentários

- Artigos de Opinião.

sábado, 16 de outubro de 2010

Exemplo de entrevista

Antonio Alberto Saraiva


Habib's já vende mais pastel de Belém do que quibe
Responda rápido: quais são os itens mais vendidos na maior rede franqueada de comida árabe da América Latina? Se você pensou na esfiha e no quibe, acertou. Mas não se esqueça de incluir entre esses dois produtos o pastel de Belém, doce de origem portuguesa. Lançados em março deste ano, os tais pasteizinhos não só ocupam o segundo lugar no ranking, à frente do tradicional quibe, como também já respondem por 8% a 10% do faturamento da rede.

Em entrevista concedida ao UOL Business, Antonio Alberto Saraiva, fundador e presidente do Habib's, contou como surgiu a idéia de lançar o pastel de Belém. Também falou sobre os planos de abrir franquias na Europa, a começar por Portugal, por meio de parceiros locais. "Acho que o erro que talvez eu tenha cometido, e que agora não vou cometer mais, é o fato de ter feito a operação em vez de pegar uma empresa mexicana", disse o empresário, referindo-se à entrada do Habib's no México em 2001.
Saraiva comentou, ainda, o contrato firmado com o São Paulo Futebol Clube na semana passada. Pela parceria, o Habib's - que já tem sua logomarca estampada na manga do uniforme do São Paulo - montará uma central de produção dentro do estádio do Morumbi. A expectativa é de que a partir de setembro os torcedores já possam comprar esfihas de massa folhada, quibes e pasteizinhos de Belém durante os jogos.


UOL Business - Recentemente a rede Habib's lançou o pastel de Belém. Como surgiu essa idéia?

Antonio Alberto Saraiva - A idéia surgiu numa das visitas que fiz a Portugal e conheci aquela pastelaria de Belém, que fica perto do mosteiro de Lisboa. É uma pastelaria que existe desde 1873. Fiquei maravilhado com o doce, que tem um conceito parecido com a esfiha, por ser um produto fresco, quente, apreciado pela maioria das pessoas e com a possibilidade de ser vendido num preço extremamente acessível. Levamos cerca de seis meses para descobrir a receita do pastel de Belém e quase um ano para desenvolver todo o processo.

UOL Business - Mas ele é menor do que o doce original.

Saraiva - Ele é um pouquinho menor, cerca de 85% do tamanho do original, por uma questão de processo de fabricação. O de Portugal é feito quase que manualmente, mas nossa produção é em larga escala. Temos uma fábrica em Diadema, com mais de 200 funcionários.

UOL Business - E como tem sido a aceitação do pastel de Belém?

Saraiva - Excelente. Hoje ele já é o segundo item mais vendido da rede. O primeiro é o Bib'sfiha. Vendemos uma média de 50 milhões de esfihas por mês. Este mês, o pastel de Belém deve chegar a 4 milhões de unidades. Ele já bateu o segundo item, que era o quibe, que vende 1,8 milhão, 2 milhões de unidades.

UOL Business - Vocês chegaram a fazer testes antes de lançar o produto na rede?

Saraiva - Normalmente os testes são comigo mesmo. Eu analiso o produto com olhar crítico, como se fosse um cliente. Como conheço de culinária, sei fazer os pratos, tenho essa sensibilidade de saber o que é bom e o que não é bom. Esse foi um produto que nem coloquei muito em questionamento perante a diretoria. Fiz meio na surdina, porque tinha medo de que não fosse aprovado. O departamento marketing tinha rejeição, o financeiro se assustou porque tínhamos de construir uma fábrica, e o investimento seria alto.

UOL Business - Quanto vocês investiram?

Saraiva - Em equipamentos e fábrica, investimos mais ou menos 2 milhões de reais.

UOL Business - E o retorno desse investimento?

Saraiva - É rápido, porque como são 4 milhões de unidades por mês qualquer centavo que você ganha representa muito. Para ter uma idéia, o pastel de Belém já representa 8 a 10% do faturamento da rede.

UOL Business - Você não teme que o pastel de Belém supere o Bib'sfiha?

Saraiva - Não existe essa possibilidade, porque a esfiha é o produto mais vendido dentro de qualquer fast-food. Vende mais que Big Mac, que pão de queijo. É um item praticamente imbatível. E nós temos um conceito forte da esfiha. Este ano também vamos lançar a Bib'sfiha folhada. Serão três sabores: carne, ricota com tomate seco e ricota com uva passa e maçã. Essa novidade estava prevista para setembro, mas por causa do sucesso do pastel de Belém adiamos para novembro.

UOL Business - O sucesso do pastel de Belém reforça a idéia de abrir franquias em Portugal?

Saraiva - Na verdade uma coisa não tem nada a ver com a outra. Antes do pastel de Belém, já tínhamos um grupo interessado em Portugal, fomos para lá, fizemos um estudo de mercado, desenvolvemos todo o projeto, mas o negócio acabou não dando certo porque o operador que eles indicaram não passou nos nossos testes. Mas o plano de abrir franquias em Portugal está dentro dos nossos planos de expansão internacional. Portugal é a porta de entrada da Europa. Só estamos aguardando algum parceiro local.

UOL Business - Uma das maiores dificuldades das empresas que optam pelo sistema de franquias é a padronização. Como o Habib's lida com isso?

Saraiva - Garantimos a padronização com as centrais de produção, que têm a incumbência de semi-elaborar os produtos para as lojas franqueadas que operam num raio de 350 km. Isso dificulta um pouco a expansão da rede, porque quando você quer ir para outro lugar tem de fazer uma central de produção. Em compensação, é com ela que você consegue padronização, qualidade, preços mais acessíveis. Aquilo que representa 60% a 70% do faturamento das lojas somos nós que produzimos. Assim você elimina o atravessador, a cadeia de impostos, e consegue repassar isso para o cliente. Então a sorveteria é nossa, a panificadora é nossa, laticínio é da gente, fazem parte da holding Al Saraiva.

UOL Business - Mas vocês também têm empresas que atuam em outras áreas.

Saraiva - Sim. Em 2002 criamos, por exemplo, a Vox Line para atender um projeto do Habib's, a Loja 28 minutos. Hoje a Vox Line é o único contact center que tem praticamente o país todo mapeado, porque temos o compromisso de entregar em 28 minutos. Se não entregar no prazo, o cliente não paga. Mas essa empresa também já foi montada objetivando a terceirização. Então hoje temos como clientes o laboratório Eli-Lilly, o Parque da Xuxa, a Fispal.

UOL Business - As outras empresas da holding trabalham exclusivamente para o Habib's ou também prestam serviços a terceiros?

Saraiva - Algumas sim, outras não. A sorveteria, por exemplo, tem uma marca, a Porto Fino, que produz para outras empresas, é vendida em supermercados. A Promilat, de laticínios, também produz para terceiros. A panificadora não, essa é só para nós.

UOL Business - Já que a central de produção é uma importante para manter a padronização, como você imagina um modelo de franquia no exterior?

Saraiva - É mais difícil, porque você não tem volume, não tem a verticalização de produtos, e aí depende de terceiros. E quando você sai no mercado para buscar os produtos, com poucas lojas, você não consegue preço. Então você um primeiro problema que é qualificar o preço final pela competitividade. Como temos uma filosofia de vender muito a um preço baixo, a margem torna-se menor. Mas mesmo no exterior, a central de produção tem de existir. No México, a nossa central tem 2 mil metros quadrados só de área produtiva.

UOL Business - Mas como é a aceitação do Habib's no México? Em 2001, a previsão era ter 150 lojas até 2005. Isso prevalece?

Saraiva - Não. A maior dificuldade que eu tive no México não foi de aceitação do produto. Acho que o erro que talvez eu tenha cometido, e que agora não vou cometer mais, é o fato de ter feito a operação em vez de pegar uma empresa mexicana. Daí agora essa estratégia de buscar parceiros locais.

UOL Business - Vocês acabaram de fechar um contrato com o São Paulo Futebol Clube. O que essa parceria contempla?

Saraiva - O São Paulo fez uma pesquisa para saber o que as pessoas gostariam de ter lá no clube e o Habib's foi apontado ficou em primeiro. Fomos procurados pelo clube e eu me envolvi pessoalmente no projeto para viabilizar uma cozinha central dentro do Morumbi. Vamos ter 12 pontos de distribuição nos três anéis do estádio. Trata-se de uma operação complicada, porque essa cozinha vai funcionar só durante os jogos. E teremos entregadores. Você vai comprar as esfihas de massa folhada, os quibes ou os pastéis de Belém e os produtos serão entregues quentinhos, em caixinhas hermeticamente fechadas. Esperamos começar esse processo em no máximo 90 dias.

UOL Business - No ano passado, o Habib's criou o Bib's Dia Genial. Essa é uma iniciativa que veio para ficar?

Saraiva - Sim. A experiência do ano passado foi muito boa. Toda a verba obtida com a venda das Bib'sfihas, excluindo os impostos, foi para a Ação Criança e para o Pronto Socorro Infantil da Santa Casa de São Paulo. Este ano estamos abrindo para outras instituições, que participarão pelo sistema de venda pré-antecipada. Já temos cerca de 400 empresas cadastradas. E será novamente no dia 16 de outubro, que é o dia mundial da alimentação.

ENTREVISTA

O que é uma estrevista?


Entrevista significa, em linguagem jornalística,  encontro com alguma pessoa com a finalidade de interroga-la sobre seus atos e idéias, e o conjunto das declarações com autorização implícita ou formal para publicá-las. O entrevistado é quase sempre pessoa de destaque, permanente ou circunstancial, e as perguntas não são todas respondidas com boa vontade e disposição, mas conseguidas com astúcia e tato por parte do entrevistador.






Fonte: http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070519115400AAQKqo2

Exemplo de reportagem


Filho de Erenice Guerra comanda esquema de lobby no Planalto

Reportagem de VEJA revela acordos milionários entre empresários e órgãos do governo. Ministra facilitou esquema, que envolveu o pagamento de propina

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, participam da cerimônia de assinatura do contrato de concessão da Usina Hidrelétrica Belo Monte, em 26 de agosto de 2010
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, participam da cerimônia de assinatura do contrato de concessão da Usina Hidrelétrica Belo Monte, em 26 de agosto de 2010 (Sérgio Lima/Folhapress)

A edição de VEJA desta semana traz à tona um caso surpreendente de aparelhamento do estado. Sua figura central é Erenice Guerra, ministra-chefe da Casa Civil, sucessora de Dilma Rousseff no cargo. A reportagem demonstra que, com a anuência e o apoio de Erenice, seu filho, Israel Guerra, transformou-se em lobista em Brasília, intermediando contratos milionários entre empresários e órgãos do governo mediante o pagamento de uma "taxa de sucesso". A empresa de Israel se chama Capital Assessoria e Consultoria. Não bastasse recorrer à influência da ministra para fazer negócios, a "consultoria" ainda tem como sócios dois servidores públicos lotados na Casa Civil.   
“Fui informado de que, para conseguir os negócios que eu queria, era preciso conversar com Israel Guerra e seus sócios”, relata a VEJA Fábio Baracat, empresário do setor de transportes que, no segundo semestre do ano passado, buscava ampliar a participação de suas empresas nos serviços dos Correios. Baracat seguiu o conselho e aproximou-se de Israel, que, depois de alguns encontros preliminares, levou-o para um primeiro encontro com sua mãe. Nessa época, Dilma Rousseff ainda era a titular da Casa Civil e Erenice, seu braço direito. "Depois que eles me apresentaram a Erenice, senti que não estavam blefando", conta Baracat, que teve de deixar para trás caneta, relógio, celular ─ enfim, qualquer aparelho que pudesse embutir um gravador ─ antes da reunião.
O empresário contratou os préstimos da Capital Assessoria e Consultoria, e passou a pagar 25 000 reais mensais, sempre em dinheiro vivo, para que Israel fizesse avançar seus interesses em órgãos do estado. Se os negócios das empresas de Baracat se ampliassem, uma "taxa de sucesso" de 6% seria paga. 
Houve mais encontros com Erenice. No último deles, em abril deste ano, quando ela já havia assumido o ministério - o mais poderoso na estrutura governamental, sempre é bom lembrar - registrou-se um diálogo, no mínimo, curioso. Incomodada com o atraso de um dos pagamentos, disse Erenice: "Entenda, Fábio, que nós temos compromissos políticos a cumprir." A frase sugere que parte do dinheiro destinado a Israel Guerra era usada para alimentar o projeto de poder do grupo que hoje ocupa o governo. 
O lobby de Israel Guerra, com patrocínio materno, trouxe dividendos para as empresas de Fábio Baracat. Nos dois meses que se seguiram ao último encontro com Erenice, ele obteve contratos no valor de 84 milhões de reais com os Correios. Estima-se, portanto, que a Capital Assessoria e Consultoria tenha embolsado algo em torno de 5 milhões de reais em todo o processo. 
O polvo no poder - O esquema no alto escalão do governo também inclui Vinicius Castro, funcionário da Casa Civil, e Stevan Knezevic, servidor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) hoje lotado na Presidência. Eles são parceiros de Israel Guerra. Como a Capital Assessoria e Consultoria tem sede na casa do proprio Israel, o trio recorre a um escritório de advocacia em Brasília para despachar com os clientes. Ali trabalha gente importante. Um dos advogados é Marcio Silva, coordenador em Brasília da banca que cuida dos assuntos jurídicos da campanha presidencial de Dilma Rousseff. Outro é Antônio Alves Carvalho, irmão de Erenice Guerra. 
Em resposta à reportagem, a ministra-chefe da Casa Civil mandou um assessor informar que “o seu sigilo bancário está disponível para verificação”.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/filho-de-erenice-guerra-comanda-esquema-de-lobby-no-planalto

REPORTAGEM

O que é uma reportagem?



reportagem é um conteúdo jornalístico, escrito ou falado, baseado no testemunho direto dos fatos e situações explicadas em palavras e, numa perspectiva atual, em histórias vividas por pessoas, relacionadas com o seu contexto. A reportagem televisiva, testemunho de ações espontâneas, relata histórias em palavras, imagens e sons.
O repórter pode valer-se também de fontes secundárias (documentos, livros,almanaques, relatórios, recenseamentos, etc.) ou servir-se de material enviado por órgãos especializados em transformar fatos em notícias (como as agências de notícias e as assessorias de imprensa)

Exemplo de Nota (2)


Mostra Cinema Conquista



Por Juraci Junior

Nesta sexta-feira, 08 , na 3ª Conferência da Mostra Cinema Conquista no Teatro Gláuber Rocha, foi realizada uma palestra com o tema "O Pensamento e o Cinema segundo Deleuze". O mestre de cerimônia, Leonardo Maia, entregou o Trófeu da Mostra Cinema Conquista ao professor Auterives Maciel, escritor e Professor de Filosofia da UFF e PUC - Rio de Janeiro/ Rj. Auterides abordou a Filosofia como fundamental para o cinema, com base nos estudos e ideias do filósofo francês Gilles Deleuze. 

Exemplo de Nota (1)


Relógios adiantados um dia antes confundem moradores e motoristas no Rio





Adiantados em uma hora um dia antes do início do horário de verão, relógios da zona sul estão confundindo moradores e motoristas da cidade. Oficialmente, o horário de verão começa à meia-noite de hoje (16) nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Os marcadores com as horas antecipadas foram identificados nos bairros de Ipanema e Copacabana, na zona sul.
Um problema técnico causou um "disparo" nos relógios, o que fez com que entrassem no horário de verão antes do previsto, explicou, em nota, a prefeitura. Técnicos estão nas ruas para identificar os equipamentos adiantados e corrigir o problema.
O horário de verão se estenderá até o dia 20 de fevereiro. O objetivo é reduzir o consumo de energia no horário de pico, que vai das 18h às 20h.


Fonte:http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2010/10/16/relogios-adiantados-um-dia-antes-confundem-moradores-e-motoristas-no-rio.jhtm

NOTA

O que é uma nota?


É um texto curto sobre algum fato que seja de relevância noticiosa, mas que apenas o lead basta para descrever; muito comum em colunas.

Exemplo de Notícia (2)





Casos de estupro chocam população tanhaçuense


Por Juraci Júnior

Dois jovens, que se apresentaram à  polícia na terça-feira do dia 21 de setembro, são suspeitos de estuprarem pelo menos 20 meninas em Tanhaçu, cidade com pouco mais de 20 mil habitantes, localizada no Sudoeste da Bahia.
André Moreira Pereira, 23 anos, e Luís Fernando Moreira Pereira, 24 anos, que, segundo investigações, participavam de "uma competição do sexo" para tirar a virgindade do maior número de meninas, foram indiciados depois que quatro adolescentes, acompanhadas por seus responsáveis, apontaram os acusados como responsáveis pelos estupros. 
Os jovens, que são irmãos, estavam foragidos e tiveram as prisões decretadas. Segundo Ana Paula Ribeiro, delegada que investiga o caso, os jovens se dizem inocentes e  negam qualquer acusação. Os jovens ainda continuam presos e aguardam o término das investigações.


Exemplo de notícia (1)

Ossada perto de sítio de Bruno é de homem, afirma polícia mineira

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias
Em Belo Horizonte (MG)

A suspeita que o corpo de Eliza Samudio seria encontrado se frustrou novamente. A polícia mineira afirmou nesta tarde de sábado que a ossada encontrada nas proximidades do sítio do goleiro Bruno é de um homem.
O delegado Edson Moreira, chefe do departamento de investigações da Policial Civil de MG, foi pessoalmente ao local onde foram encontrados os restos,  atrás do sítio do goleiro Bruno Souza, localizado na cidade de Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Segundo o delegado, equipes da polícia foram deslocadas para o local juntamente com peritos do instituto de criminalística do Estado para analisar os ossos enterrados. A Policia Militar também foi acionada para averiguar a descoberta dos ossos.
Detido, o goleiro flamenguista é considerado suspeito pela polícia pelo sumiço de Eliza Samudio, 25, com quem manteve um relacionamento extraconjugal. A jovem está desaparecida desde 4 de junho, quando deixou um hotel na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, onde estava hospedada, e foi para o sítio do atleta.
Eliza viajou para o local com o filho de quatro meses, que seria fruto da relação com Bruno. O jogador, no entanto, não concordava em assumir a paternidade da criança.

NOTÍCIA

O que é Notícia?

notícia é um formato de divulgação de um acontecimento por meios jornalísticos. É a matéria-prima do Jornalismo, normalmente reconhecida como algum dado ou evento socialmente relevante que merece publicação numa mídia. Fatos políticossociaiseconômicos,culturaisnaturais e outros podem ser notícia se afetarem indivíduos ou grupos significativos para um determinado veículo de imprensa. Geralmente, a notícia tem conotação negativa, justamente por ser excepcional, anormal ou de grande impacto social, como acidentes, tragédias, guerras e golpes de estado. Notícias têm valor jornalístico apenas quando acabaram de acontecer, ou quando não foram noticiadas previamente por nenhum veículo. A "arte" do Jornalismo é escolher os assuntos que mais interessam ao público e apresentá-los de modo atraente. Nem todo texto jornalístico é noticioso, mas toda notícia é potencialmente objeto de apuração jornalística.






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Chamada – Pequeno texto usado na primeira página para chamar a atenção do leitor para determinado material.
Legenda- Linha de texto colocada sob a foto. Artificio adicional para destacar o tema da matéria.
Foto-legenda - Pequena matéria de no máximo 20 linhas, usada para explicar ou destacar foto.